Ef 4.26 - Irai-vos, e não pequeis; e não se ponha o sol sobre a sua ira.
Nesse
texto, Paulo escreve que podemos estar irados, mas não podemos pecar,
istoé, a nossa ira não deve estar associada ao pecado. Isso quer dizer
que em algumas ocasiões é até necessário que estejamos
irados, mas essa ira tem que ser entendida como um tipo de indignação
que se mostra em defesa da justiça, ou seja, a ira nesse caso é uma
justa indignação.
Em outras
palavras, muitas vezes devemos demonstrar indignação, principalmente
quando ficar calado diante de determinada situação, equivale a estar
sendo omisso ou conivente com o erro.
Portanto, a
ira em si não é necessariamente pecaminosa, visto que o próprio Deus,
em sua ira, se revela do céu contra toda impiedade e perversão humana. A
ira de Deus é santa, é justa, e é uma das
suas perfeições.
O nosso
Deus, Pai amoroso e misericordioso é igualmente Santo e Justo, e não
pode ficar indiferente ao pecado, antes derrama sua justa ira sobre o
pecador. Entretanto, devemos cuidar para que a nossa
ira não esteja fundamentada nos pilares do pecado, pois nesse sentido a
nossa ira pode se tornar reprovável e carnal. A nossa ira tem que ser
somente contra o pecado, nunca contra o pecador, porque pode se tornar
pecaminosa convertendo-se em mágoa, rancor
e ódio.
Para que não
se corra o risco de pecar, permitindo que a ira se degenere em
ressentimento, o cristão não deve deixar que o dia termine, estando ele
ainda alimentando tal indignação.
O CRISTÃO GENUÍNO ODEIA O PECADO, AMA O PECADOR!


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